Pronto, o novo ano já está chegado!
Todas as velhas promessas foram refeitas, todos os novos pedidos foram feitos, todos os velhos desejos estão reacesos com aquela chama da sempre amiga esperança...
O que seria de todos nós sem essa velha amiga? Como suportaríamos as notícias trágicas que se abrigam nos jornais? A sorte deveras nos sorri com essa amiga. Demos graças por ela existir!
Já o grande Quintana nos brindava com o poema "Esperança":
Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenas
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
Atira-se
E
— ó delicioso vôo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,
Outra vez criança...
E em torno dela indagará o povo:
— Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
E ela lhes dirá(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:
— O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA...
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