"Sim, sei bem / Que nunca serei alguém. Sei de sobra / Que nunca terei uma obra. Sei, enfim, / Que nunca saberei de mim. Sim, mas agora, / Enquanto dura esta hora, / Este luar, estes ramos, / Esta paz em que estamos, / Deixem-me crer / O que nunca poderei ser."(FPessoa)
quinta-feira, 7 de junho de 2012
domingo, 19 de fevereiro de 2012
NASCEU EDUARDA
Eduarda enfim chegou, um pouco adiantada, num dia 13 de fevereiro, dando susto nos papais, nos avós, mas está já aqui entre as pessoas que tanto a querem por perto.
Por ter chegado mais cedo, teve que ficar na UTI. A mamãe, inconformada, que quer porque quer a filha junto dela, já foi pra casa. A mamãe da Eduarda já está começando a saber que filhos são assim mesmo: chegam pra nos dar sustos, trabalho, preocupação, mas que muito mais que isso tudo junto, chegam para nos dar um amor imenso, uma alegria infinita, um orgulho desvairado.
Força, Eduarda!
Estamos todos comemorando cada dia seu e se Deus quiser vamos celebrar a sua volta pra casa logo, logo. ELE há de querer, desejamos isso com toda nossa fé!
Bem-vinda, querida!
sábado, 11 de fevereiro de 2012
A MENINA DA JANELA
Difícil saber o que ela pensa. Fácil imaginar o que ela pensa. Ou não?
Será que ela pensa em se soltar ou se imagina voando livremente para onde quiser?
Quantas vezes a gente quer ser como as borboletas? Não sei se há outra imagem tão forte para simbolizar a liberdade como a das borboletas. Já pensou poder sair pelo mundo afora, numa dança frenética ou equilibrada, mas sem amarras, sem satisfações. Seria um sonho? O ser humano é tão incoerente que talvez ainda tivesse jeito de reclamar. Reclamar que ficaria cansado de tanto bater as asas...
A menina da janela está com um olhar vazio, como vazia deve estar a sua alma. Também deve estar sentindo um pouco de inveja das borboletas, da liberdade que ela, presa na janela, não tem. Talvez o seu olhar pensativo seja até em função do sentimento de inveja. Sempre ouviu dizer que a inveja mata... O que ela não sabe é que o que ela sente não é inveja, mas desejo...
Ora, menina da janela, abra sua janela! Deixe, pelo menos, as borboletas entrarem, já que você, não sairá...
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
ANDO DEVAGAR PORQUE JÁ TIVE PRESSA
ANDO DEVAGAR PORQUE JÁ TIVE PRESSA
Andar devagar sem pressa. Isso seria privilégio de gente de interior? Privilégio de gente zen? Era exatamente o que passava depressa por minha cabeça.
Tenho notado que a pressa, além de ser inimiga da perfeição, é também inimiga da saúde. Inimiga do bem-estar.
Decidi que ir devagar nos faz chegar mais depressa, ou sem pressa. Afinal, pressa por quê? Ou melhor, para quê? "Se o problema tem solução, pra que se preocupar? Se o problema não tem solução, pra que se preocupar?"
Então, sem pressa! 2012, o ano sem pressa...
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